Alta dos alimentos mantém custo de vida elevado na Região Metropolitana de Salvador
Os gastos das famílias da Região Metropolitana de Salvador continuaram em alta no mês de maio, embora em ritmo menor do que o observado anteriormente. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da região ficou em 0,51%, resultado abaixo da média registrada no país, que foi de 0,58%.
Levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a maior contribuição para o avanço dos preços veio dos alimentos. O grupo alimentação e bebidas apresentou aumento de 1,69%, impulsionado principalmente pela elevação de produtos como tomate, batata-inglesa, carnes e leite.
As despesas com moradia também pesaram no orçamento dos consumidores. O grupo habitação registrou variação positiva de 1,97%, influenciado pelo reajuste da tarifa de energia elétrica e pela incidência da bandeira tarifária, fatores que elevaram significativamente o custo da conta de luz.
Em sentido contrário, os transportes ajudaram a reduzir a pressão inflacionária. O setor apresentou queda de 1,81%, reflexo da redução nos preços dos combustíveis, especialmente gasolina e etanol.
Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, sete apresentaram aumento de preços em maio. Com o resultado, a inflação acumulada em 2026 na Região Metropolitana de Salvador alcançou 3,57%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice chegou a 4,67%.
Apesar da desaceleração observada nos últimos meses, os aumentos em itens essenciais continuam impactando diretamente o orçamento das famílias baianas.