Após assembleia, professores das federais da Bahia decidem estado de mobilização com dois dias de paralisação
Aulas das universidades do estado vão ser suspensas nos dias 22 de março e 3 de abril
O Sindicato Dos Professores Das Instituições Federais De Ensino Superior Da Bahia (APUB) deliberou, após Assembleia Geral que aconteceu na terça-feira (12), estado permanente de mobilização. Na discussão, foi decidido a realização de duas paralisações, no próximo dia 22 e outra que acontecerá a nível nacional, no dia 3 de abril. “A decisão de suspender as aulas ou integrar os alunos na paralisação varia de acordo com o docente e a unidade”, indicou a APUB.
“A Assembleia decidiu ainda rejeitar a proposta de 0% de reajuste feita pelo Governo e aceitar o aumento proposto dos benefícios; e com a composição de um comitê de mobilização”, constou o comunicado.
Na avaliação da presidente da categoria, Marta Lícia Teles, “a Assembleia da Apub Sindicato mostrou a força da categoria diante do trabalho que vem sendo realizado: de escutas nas unidades, de debates, de rodas de conversa. Indica que rejeitamos o reajuste de 0%, que vamos intensificar as mobilizações junto com a comunidade universitária, em diálogo com a sociedade, a respeito da defesa da democracia, da universidade, da recomposição dos recursos e, principalmente, na luta pela melhoria das nossas condições de trabalho e em busca do nosso reajuste salarial digno. Estamos mobilizados. Teremos paralisações previstas e a ideia é paralisar para mobilizar, com atos construídos, atividades diversas e muita informação para a categoria”, resumiu.
Em conversa com o Se Ligue Bahia, Marta detalhou que a resolução definida na reunião busca reforçar os debates com o governo e que uma possibilidade de greve geral não está descartada, mas caso ocorra, não será para o período atual.
“Na assembleia a gente definiu que ainda está em processo de negociação e há uma previsão de uma mesa específica de negociação com os docentes para março e uma outra mesa mais geral para maio, que é o período em que aguardamos do governo uma contraproposta, que ele aceite e que a gente não vai dar conta de ficar com 0% de reajuste”, disse, acrescentando que “uma greve acontece quando todos os canais de negociação foram superados.”
“Neste momento, o sindicato entende que o processo de negociação está em curso, pois rejeitamos a proposta do governo e nós estamos para dialogar e apresentar uma contraproposta”, declarou.
Também ficou acordado na Assembleia, o apoio da APUB à greve dos técnico-administrativos e às manifestações de estudantes, com realização de atividades conjuntas de mobilização com técnicos, estudantes e terceirizados em defesa da Universidade e pela recomposição do orçamento das Instituições Federais de Ensino.