Bahia Dança celebra 11 anos e expande horizontes da dança baiana
Cursos oferecem imersão técnica em estilos variados, da dança contemporânea ao jazz
O Bahia Dança completa onze anos em 2026 como um dos pilares da formação, produção e expansão da dança na Bahia. Desde 2015, o evento reafirma seu papel ao conectar profissionais, estudantes, escolas, grupos independentes e coletivos em um ambiente dinâmico e rico em trocas artísticas. A 11ª edição apresenta uma programação especial, com cursos intensivos, mostra coreográfica competitiva e a estreia do Bahia Dança Kids, iniciativa que abre portas para novas gerações e fortalece diálogos entre artistas baianos e de outras regiões do Brasil.
Essa configuração amplia as possibilidades de intercâmbio, criando pontes que vão além das apresentações. Os cursos oferecem imersão técnica em estilos variados, da dança contemporânea ao jazz, enquanto a mostra coreográfica destaca criações originais de profissionais consolidados e também daqueles que estão emergindo no cenário da dança baiana.
O Bahia Dança Kids, novidade desta edição, introduz oficinas lúdicas e apresentações infantis, democratizando o acesso à formação e estimulando o gosto pela dança desde cedo. O resultado é um ecossistema formativo que nutre talentos locais e os projeta nacionalmente. Este ano, o evento acontece entre os dias 30/04 e 03/05. Os ingressos já estão à venda no Sympla e a programação completa pode ser encontrada nas redes sociais do evento (@bahia.danca).
Victor Hugo Paiva, idealizador e coordenador do evento, resume o impacto com emoção.
“O Bahia Dança surgiu em um momento em que Salvador precisava de espaços para nós, da dança, mostrarmos nossos trabalhos. Ver o evento crescer, comemorar uma década e se tornar uma ponte da dança baiana para o Brasil – e agora para o mundo – é um sonho realizado”, explica ele. Sob sua liderança, o festival evolui sem perder as raízes, priorizando a diversidade e a sustentabilidade artística.
A trajetória do Bahia Dança reflete a resiliência do setor em um estado de rica herança cultural. Lançado em 2015, o evento surgiu para preencher lacunas em Salvador, cidade que pulsa com influências afro-brasileiras e tradições performáticas. Nas edições iniciais, ele reuniu dezenas de participantes em oficinas e mostras, criando redes que impulsionaram carreiras. Ao longo dos anos, o festival cresceu em escala e abrangência, atraindo grupos de todo o Nordeste e Sudeste, com mostras que misturam linguagens contemporâneas a ritmos regionais.
A 11ª edição consolida essa expansão, com ênfase em conexões internacionais sutis – ecoando parcerias passadas que trouxeram olhares globais para a Bahia. A programação ocorre em espaços icônicos de Salvador, como teatros e centros culturais, fomentando um diálogo vivo entre plateia e palco. Além das atividades principais, há painéis sobre gestão de carreiras e produção independente, essenciais para um mercado desafiador.
À frente do projeto está Victor Hugo Paiva, profissional multifacetado da dança baiana. Formado em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal da Bahia, ele cursa pós-graduação em Cinema e Produção Audiovisual. Sua carreira inclui atuações como dançarino em resorts da rede Magic Life, na Turquia e Tunísia, e a fundação do Grupo Experimental de Jazz, ativo há quinze anos na Bahia. Com o grupo, Paiva trouxe o coreógrafo sul-africano Owen Lonzar para criar “A Última Ceia”, espetáculo marcante em Salvador.
Paiva também idealizou a Stage Pluss, primeira plataforma de streaming do Norte/Nordeste focada em arte, cultura e entretenimento, conectando sete estados brasileiros. Ele assinou a produção executiva de duas edições do Vivadança Festival Internacional – que celebrou 15 anos como principal elo da Bahia com a dança mundial – e integrou a equipe do Teatro Vila Velha como coordenador de programação, além de produzir para o Núcleo Viladança. Hoje, leciona jazz no Colégio Marista de Salvador e na equipe artística do Castelo da Dança, atuando ainda em produções em São Paulo.