De cover à ascensão: relembre a trajetória de Zau O Pássaro no pagode baiano
O cantor Zau O Pássaro, natural de Conceição do Almeida, morreu na manhã desta segunda-feira (4), após um acidente na BR-116, no trecho de Feira de Santana. O artista vinha construindo uma trajetória marcada por reinvenção dentro do pagode baiano, saindo da condição de cover para consolidar um trabalho autoral.
Zau ganhou visibilidade inicialmente como “Zau Kannário”, nome que fazia referência direta à semelhança vocal com Igor Kannário. A fase trouxe projeção rápida, mas também críticas e questionamentos sobre autenticidade, além de conflitos envolvendo o uso do nome.
Diante disso, ele promoveu uma mudança na carreira, adotando o nome “Zau O Pássaro” e reformulando completamente sua imagem. A partir desse momento, passou a investir em repertório próprio, voltado ao pagodão baiano, com foco em músicas para paredões e apresentações ao vivo.
Em 2025, consolidou essa nova fase com lançamentos como o projeto “Tudo Que Bate nos Paredões”, ampliando sua presença no cenário local. Também ganhou destaque com parcerias, incluindo trabalhos com Xanddy Harmonia, o que fortaleceu sua inserção no gênero e ampliou seu alcance.
O acidente aconteceu por volta das 7h20, quando o carro em que o cantor estava colidiu na traseira de um caminhão que transportava televisores e estava parado no acostamento. Zau não resistiu aos ferimentos e morreu no local.