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Redação 20 de Agosto, 2026
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Homem acusado de matar ex-companheira líder quilombola é condenado a quase 60 anos na Bahia

Bahia
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Redação 20 de Agosto, 2026

George Anderson Santos da Silva, conhecido como “Dandan”, foi condenado a 59 anos, 11 meses e 24 dias de prisão pela morte da ex-companheira Tainara dos Santos, líder quilombola em Cachoeira, no Recôncavo da Bahia. O julgamento começou na quarta-feira (19) e terminou na madrugada desta quinta-feira (20), no Tribunal do Júri do município.

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), os jurados consideraram o réu culpado por feminicídio, ocultação de cadáver, ameaça, extorsão e porte ilegal de arma e munição. As informações são do g1.

Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de R$ 300 mil para reparação dos danos causados à família e às demais vítimas relacionadas ao caso.

De acordo com o MP-BA, o feminicídio foi cometido de forma que dificultou a defesa de Tainara. Os jurados também reconheceram que as ameaças feitas contra ela foram motivadas por ciúme e sentimento de posse.

Tainara desapareceu em 9 de outubro de 2024, em Cachoeira. Líder quilombola e mãe de duas crianças, ela mantinha um relacionamento com George Anderson havia cerca de cinco anos. Os dois tiveram uma filha, que tinha dois anos na época do crime.

Ainda segundo a denúncia, a relação era marcada por episódios de violência física e psicológica. Tainara teria relatado as agressões e manifestado o desejo de terminar o relacionamento.

Após a separação, conforme a acusação, George Anderson não teria aceitado o fim da relação e passou a perseguir a ex-companheira. O Ministério Público afirma que ele usava a filha do casal como justificativa para manter contato com Tainara.

Diante das ameaças e do histórico de violência, Tainara obteve uma medida protetiva de urgência que proibia a aproximação de George Anderson. Segundo o MP-BA, porém, a determinação judicial foi descumprida diversas vezes.

No dia em que desapareceu, George Anderson teria novamente desrespeitado a medida protetiva. Conforme a denúncia, ele coagiu Tainara, sob grave ameaça, a assinar um contrato relacionado à divisão de um imóvel e depois a levou em seu veículo.

Desde então, a líder quilombola não foi mais vista. O corpo dela nunca foi localizado.