MPF vai investigar possíveis danos ambientais em obra da Ponte Salvador-Itaparica
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito para apurar possíveis danos ambientais provocados pela construção da Ponte Salvador-Itaparica. O procedimento foi aberto na sexta-feira (25) e visa investigar impactos no bioma da região, além de riscos à saúde da população e prejuízos à fauna e flora local.
De acordo com o documento, assinado pela procuradora Vanessa Gomes Previtera, o MPF pretende “apurar, acompanhar e mitigar” eventuais consequências negativas da obra. A preocupação inclui também possíveis efeitos sociais e econômicos para as comunidades que vivem próximas ao projeto, segundo informações obtidas pelo Correio da Bahia.
A sondagem para a construção da ponte foi concluída no início de abril, após 12 meses de avaliações na Baía de Todos-os-Santos. Segundo a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra), o próximo passo será a finalização do projeto de fundações e a instalação dos canteiros de obras.
Em nota, a Concessionária Ponte Salvador-Itaparica (CPSI) informou que já solicitou cópia dos autos do inquérito e destacou que o projeto representa um avanço logístico e econômico para mais de 250 municípios baianos. A empresa reiterou seu compromisso com o cumprimento das exigências legais e ambientais.
“No tocante ao Inquérito instaurado, a CPSI esclarece que já solicitou ao MPF cópia dos autos, mas até o presente momento não obteve retorno. A CPSI permanece à disposição das autoridades e da sociedade para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários, convicta de que está desenvolvendo um trabalho que vai muito além das exigências legais”, diz a nota.
Paralelamente, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) anunciou na última segunda-feira (24), que uma nova empresa, especializada em pontes submarinas, assumirá a construção da estrutura. Segundo ele, a nova contratada tem experiência internacional, incluindo a participação na obra da ponte de Macau, na China.