PF afasta servidores da Funai em investigação sobre fraude de benefícios do INSS
A Polícia Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), realizou na manhã desta quinta-feira (9) a segunda etapa da Operação Monã, que investiga um esquema milionário de fraudes envolvendo benefícios previdenciários destinados a indígenas no sul da Bahia.
As investigações apontam que a organização criminosa atuava há pelo menos cinco anos, utilizando documentos falsificados para comprovar, de forma fraudulenta, o pertencimento de pessoas a comunidades indígenas. Com isso, eram obtidos benefícios do INSS, como aposentadorias rurais, salários-maternidade e outros auxílios destinados a segurados especiais.
Além da concessão irregular dos benefícios, a PF apura a contratação de empréstimos consignados vinculados aos pagamentos obtidos por meio das supostas fraudes. O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 100 milhões.
Durante a ação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Eunápolis e Porto Seguro. A Justiça também autorizou o bloqueio de R$ 1,5 milhão em contas bancárias dos principais investigados e o sequestro de um veículo.
Dois servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) são suspeitos de participação no esquema, por supostamente colaborar na emissão de declarações falsas. Ambos foram afastados das funções por determinação judicial.
Os envolvidos poderão responder por estelionato previdenciário, falsidade ideológica, uso de documento falso, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme o andamento das investigações.