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Redação 29 de Junho, 2026
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TJBA apura acusação de intolerância religiosa envolvendo magistrado

Bahia
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Redação 29 de Junho, 2026

Uma decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar uma denúncia de suposto racismo religioso envolvendo o juiz Cesar Augusto Borges de Andrade. A medida foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico na última quinta-feira (26).

A apuração gira em torno de um episódio registrado em fevereiro deste ano no fórum de Camaçari. O caso passou a ser investigado após denúncias apresentadas pelo Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (IDAFRO) e pela makota Solange Borges.

Segundo a denúncia, uma fotografia de uma sacerdotisa do Candomblé, que fazia parte de uma exposição no local, foi retirada sob a justificativa de manter a neutralidade religiosa em um espaço público. A controvérsia surgiu porque, conforme os denunciantes, outra imagem com referência à religião católica permaneceu exposta.

Para Hédio Silva, advogado de Solange Borges e presidente do IDAFRO, a instauração do PAD representa um passo importante no combate à intolerância religiosa dentro das instituições. Ele destaca que, caso as acusações sejam confirmadas e a punição máxima seja aplicada, este poderá se tornar um caso inédito no Judiciário envolvendo a perda de cargo por racismo religioso.

Em nota, o juiz Cesar Augusto Borges de Andrade rejeitou as acusações. Segundo ele, não houve determinação de sua parte para retirada da fotografia, atribuindo a decisão ao diretor do fórum, José Francisco de Oliveira.

O magistrado também afirmou que apenas solicitou uma avaliação sobre a legalidade da exposição nas dependências do fórum. De acordo com sua versão, a proposta discutida envolvia a remoção de todo o material exposto, e não exclusivamente da imagem ligada à religião de matriz africana.

Ainda em sua defesa, o juiz declarou  que não agiu por motivação religiosa e sustentou que a discussão estava restrita ao uso de espaço público dentro da estrutura do Judiciário.

Embora tenha informado anteriormente que não havia sido oficialmente comunicado sobre a existência de um procedimento disciplinar, a publicação do TJBA confirma a abertura formal do processo para investigar o caso.