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Redação 06 de Março, 2024
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Trabalhadores da Refinaria Mataripe aderem paralisação após demissões em massa

Bahia
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Redação 06 de Março, 2024

Os funcionários da Refinaria Mataripe, em São Francisco do Conde, interromperam as atividades nesta quarta-feira (6). O motivo para a mobilização foram as demissões em massa de funcionários e terceirizados pela atual administração, que foi privatizada em novembro de 2021. A paralisação foi organizada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), pelo Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA) e pelo Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Siticcan). O protesto teve início às 6h e reuniu mais de 1.200 participantes, prolongando-se por 5 horas.

Segundo os sindicatos, aproximadamente 200 trabalhadores foram dispensados na refinaria gerida pela Acelen, pertencente ao grupo árabe Mubadala. “Infelizmente, as demissões se intensificaram após o anúncio feito pelo presidente da Petrobrás, Jean Paul Prates, no mês passado, sobre a possível retomada da operação da refinaria pela estatal. Depois desse anúncio, a Acelen vem reduzindo o número de efetivo – próprio e terceirizado -, impactando na manutenção das unidades e na segurança das atividades”, destaca Deyvid Bacelar, coordenador da FUP.

De acordo com o A Tarde, ao final da manifestação, membros da equipe de Recursos Humanos da Acelen reuniram-se com representantes das entidades sindicais para debater as demandas dos trabalhadores.

A Refinaria de Mataripe afirmou que a interrupção das atividades pelos funcionários da unidade não impacta o fornecimento. De acordo com a Acelen, empresa responsável pela administração da refinaria, a companhia “respeita e cumpre todas as obrigações legais”.