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Redação 23 de Fevereiro, 2026
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Anvisa manda recolher Mounjaro e botox falsificados e suspende propaganda de canabidiol

Brasil
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Redação 23 de Fevereiro, 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou uma série de medidas para retirar de circulação medicamentos suspeitos de falsificação no Brasil, após a identificação de falhas graves que colocam em risco a segurança dos consumidores. A decisão foi oficializada na sexta-feira (20) e prevê o bloqueio total da cadeia de comercialização dos produtos irregulares.

Entre os itens atingidos está o Mounjaro. A Eli Lilly do Brasil, responsável pela versão original do medicamento, comunicou à agência que encontrou unidades atribuídas ao lote D838838 com características incompatíveis com o padrão oficial. Foram observadas alterações no layout dos rótulos, impressão deficiente e informações divergentes na embalagem, sinais típicos de produto falsificado.

No caso da toxina botulínica vendida como botox, a AbbVie Farmacêutica LTDA afirmou não reconhecer o lote C7936C3. Segundo a fabricante, os dados apresentados nas embalagens — como datas de fabricação e validade — não correspondem aos registros oficiais, reforçando a suspeita de adulteração.

Com base nessas constatações, a Anvisa ordenou a apreensão imediata dos lotes citados e proibiu qualquer atividade relacionada a eles, incluindo armazenamento, transporte, importação, venda e uso. A agência alertou ainda que a utilização de medicamentos falsificados pode causar danos graves à saúde e orientou profissionais e pacientes a conferirem sempre a procedência dos produtos.

Divulgação irregular de canabidiol

Em outra frente, a Anvisa também determinou a suspensão da publicidade dos produtos Canabidiol Prati-Donaduzz e Canabidiol Prati Donaduzzi 20 mg, fabricados pela Prati-Donaduzzi & CIA LTDA. A medida foi adotada após a identificação de anúncios em redes sociais e no site da empresa, prática vedada pela RDC nº 327/2019.

De acordo com a agência, a promoção direta de medicamentos à base de cannabis pode estimular o uso inadequado e gerar riscos à população. A proibição da propaganda seguirá válida até que a empresa esteja totalmente alinhada às normas sanitárias.

Por fim, a Anvisa reforçou que medicamentos devem ser adquiridos apenas em locais regularizados e pediu que qualquer indício de falsificação seja comunicado imediatamente às autoridades de vigilância sanitária.