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Redação 07 de Novembro, 2026
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Bahia está entre 19 estados com aumento de casos de Covid-19, aponta Ministério da Saúde

Brasil
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Redação 07 de Novembro, 2026

 

A Bahia está entre os 19 estados brasileiros que apresentam tendência de crescimento nos casos de Covid-19 nas últimas seis semanas. O avanço foi identificado pelo Ministério da Saúde em todas as regiões do país e atinge diferentes faixas etárias, desde crianças até idosos.

O aumento também começa a refletir nas hospitalizações. Em boletim divulgado na quinta-feira (5), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou sinais de crescimento dos casos graves provocados pelo coronavírus em diferentes estados. Apesar do cenário, o Ministério da Saúde considera baixo o risco de circulação da doença no Brasil.

Desde o início de 2026, foram registradas 118.851 notificações de síndrome gripal por Covid-19 no país, conforme dados atualizados até 4 de novembro. Outro indicador de atenção é a positividade dos testes realizados em laboratórios privados, que apresenta crescimento há nove semanas consecutivas.

Nordeste concentra sete estados com tendência de alta

Além da Bahia, outros seis estados nordestinos registram tendência de crescimento nos casos: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí.

Ao todo, as 19 unidades da Federação com aumento nos registros estão distribuídas da seguinte forma:

  • Norte: Rondônia e Roraima;
  • Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí;
  • Centro-Oeste: Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso;
  • Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo;
  • Sul: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O levantamento considera as seis semanas mais recentes, até o período de 25 a 31 de outubro. A tendência de crescimento não significa que os registros tenham aumentado em todas as semanas, mas indica uma elevação no conjunto do período analisado.

Fiocruz identifica aumento de casos graves

Até 31 de outubro, o Ministério da Saúde contabilizou 3.479 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas ao coronavírus. No mesmo período, foram registradas 437 mortes de pacientes com quadros graves nos quais o vírus foi identificado.

Segundo o boletim InfoGripe, da Fiocruz, há sinais de crescimento dos casos graves em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

O infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que o aumento das internações pode acompanhar a maior circulação do vírus, sem necessariamente representar uma mudança na gravidade da doença. Isso ocorre porque, com mais pessoas infectadas, também pode aumentar o número absoluto de pacientes que desenvolvem complicações.

Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção

Apesar do crescimento das infecções, especialistas não identificam, até o momento, sinais de que as variantes em circulação estejam provocando quadros mais graves.

Idosos, pessoas imunocomprometidas e indivíduos com doenças crônicas continuam entre os grupos mais vulneráveis a complicações.

A vacinação permanece como principal estratégia de prevenção. Conforme o Calendário Nacional de Vacinação, pessoas com 60 anos ou mais devem receber doses contra a Covid-19 a cada seis meses. Já as gestantes devem ser vacinadas em cada gravidez.

Para crianças pequenas, o esquema prevê duas ou três doses, dependendo do imunizante utilizado.