Brindes da COP30 são vendidos por até R$ 400 após evento e viram disputa em grupos de WhatsApp
Pins, pelúcias, uniformes e até água distribuída gratuitamente viram “moeda de troca” após conferência em Belém; itens da China e da Turquia estão entre os mais cobiçados.
A COP30 mal terminou e os brindes distribuídos gratuitamente nos pavilhões dos países já viraram negócio lucrativo na internet. Pins, ecobags, canecas, pelúcias e até peças de uniforme usadas por voluntários estão sendo anunciados por até R$ 400 em marketplaces como OLX e Facebook, conforme apurou a reportagem.
Os itens começaram a aparecer à venda logo após o encerramento da conferência, em 22 de novembro, em Belém. O alvo principal dos colecionadores são os pins — broches com o símbolo de cada país participante — que eram distribuídos como recompensa após atividades nos pavilhões. Os mais disputados vêm do pavilhão da China, que registrava filas diárias de visitantes em busca dos brindes.
A prática repetiu o que já ocorreu em grandes eventos recentes, como a Copa do Mundo de 2014 e a Rio 2016. Com o passar dos anos, kits originais chegaram a ultrapassar R$ 2 mil em sites de revenda, o que reforçou entre os participantes a ideia de que itens da COP também poderiam se valorizar.
Nos grupos de WhatsApp criados por voluntários e participantes, a movimentação é intensa. O grupo “Troca e venda dos brindes da COP30”, criado ainda no último dia do evento, já reúne cerca de 200 pessoas negociando desde garrafas e ecobags da Indonésia até pins raros da ONU e da Turquia — alguns restritos a equipes de segurança das delegações.