Morre aos 88 anos o escritor e cronista Luiz Fernando Verissimo
Morreu na madrugada deste sábado (30) o escritor e cronista Luiz Fernando Verissimo, aos 88 anos. Ele estava internado desde o dia 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), para tratar um quadro de pneumonia. O horário do sepultamento ainda não foi divulgado.
Luiz Fernando Verissimo nasceu em Porto Alegre em 1936 e era filho do consagrado escritor Erico Verissimo (1905-1975). Iniciou sua trajetória profissional em 1966 como revisor do jornal Zero Hora, trabalhou como tradutor no Rio de Janeiro e estreou na literatura em 1973 com a obra O Popular. Ao longo de sua carreira, publicou mais de 70 livros e vendeu cerca de 5,6 milhões de exemplares. Sua produção incluía contos, crônicas e romances, sempre com destaque para o humor diante de situações cotidianas.
Nos últimos anos, Verissimo enfrentou problemas de saúde que o afastaram da escrita. Desde 2016, utilizava um marca-passo; em 2020 foi diagnosticado com câncer ósseo; em 2021 sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que o levou a interromper sua produção literária; além disso, também lidava com a doença de Parkinson.
Em nota, o Hospital Moinhos de Vento lamentou a perda, exaltou a relevância do escritor e destacou o impacto de suas obras ao longo da carreira.
“O Hospital Moinhos de Vento comunica o falecimento do escritor e cronista Luis Fernando Verissimo, às 00h40 deste sábado (30), devido a complicações decorrentes de uma pneumonia. Aos 88 anos, ele estava internado desde o dia 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento
Filho do consagrado escritor Érico Verissimo, Luis Fernando Verissimo é um dos autores mais populares e respeitados da literatura brasileira contemporânea. Publicou mais de 70 livros, vendeu cerca de 5,6 milhões de exemplares e conquistou leitores com crônicas, contos e romances, destacando-se pelo humor refinado e pela capacidade de transformar situações do cotidiano em reflexões inteligentes e bem-humoradas.
Iniciou a carreira no jornalismo em 1966, como revisor do jornal Zero Hora, em Porto Alegre, e lançou seu primeiro livro, O Popular, em 1973. Também assinou colunas em jornais como O Estado de S. Paulo, O Globo e Zero Hora, consolidando-se como uma das vozes mais influentes da crônica brasileira”.