Operação mira suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro na Polícia Civil de São Paulo
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Bazaar, que investiga suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo setores da Polícia Civil paulista. Ao todo, estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão — inclusive em unidades policiais — além de 11 mandados de prisão e seis intimações relacionadas a medidas cautelares.
As investigações indicam a atuação de um grupo formado por policiais civis, advogados e operadores financeiros. De acordo com decisão judicial, há indícios de um “elevado grau de prática de corrupção sistêmica” envolvendo agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e do 16º Distrito Policial (DP), localizado na Vila Clementino, na capital paulista.
O inquérito descreve a existência de um “amplo e estruturado esquema de corrupção policial voltado à proteção de uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro”.
Segundo o MPSP, o grupo investigado pagava propina a servidores públicos para obter proteção institucional, manipular investigações e eliminar provas que pudessem comprometer integrantes da organização criminosa.
A operação é conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e conta com apoio da Corregedoria da Polícia Civil. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a corporação não tolera irregularidades e que adotará as medidas legais cabíveis caso as suspeitas sejam confirmadas.