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Redação 20 de Maio, 2026
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Pai descobre troca de bebês após teste de DNA e hospital é condenado a pagar R$ 1 milhão

Brasil
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Redação 20 de Maio, 2026

Famílias só descobriram erro quase quatro anos após os nascimentos; crianças passaram por transição determinada pela Justiça

O Tribunal de Justiça de Goiás condenou o Hospital da Mulher de Inhumas, no interior do estado, a pagar R$ 1 milhão em indenizações após a troca de dois bebês ocorrida em 2021. A decisão prevê o pagamento de R$ 250 mil para cada um dos quatro pais envolvidos no caso.

Segundo informações do G1, os meninos nasceram no mesmo dia, em 15 de outubro de 2021, com apenas 14 minutos de diferença. O erro, no entanto, só foi descoberto quase três anos depois.

A suspeita surgiu quando Cláudio Alves decidiu fazer um exame de DNA para confirmar a paternidade do filho que criava com Yasmin Kessia da Silva, após a separação do casal. O resultado apontou incompatibilidade genética e levou à realização de uma contraprova. Depois disso, o outro casal que teve filho no mesmo dia também realizou exames, que confirmaram a troca dos bebês.

As investigações identificaram que o outro menino estava sendo criado por Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza. Os exames mostraram que nenhuma das crianças possuía vínculo biológico com os pais que as criaram desde o nascimento.

Em outubro de 2025, a Justiça determinou que os meninos fossem encaminhados gradualmente às famílias biológicas, com um processo de adaptação acompanhado e convivência entre as crianças e os quatro pais. As certidões de nascimento também foram alteradas.

Apesar da indenização, uma das famílias afirmou que o impacto emocional causado pelo caso é irreparável.

“Dinheiro nenhum vai cobrir o que a gente está passando”, disse um dos pais ao G1. Segundo ele, as crianças ainda enfrentam dificuldades de adaptação e continuam reconhecendo como pais as pessoas que as criaram desde o nascimento.

Na sentença, a Justiça considerou que houve uma falha grave na prestação do serviço hospitalar e destacou os danos emocionais e psicológicos sofridos pelas famílias. Como a decisão foi dada em primeira instância, ainda cabe recurso.