Polícia aponta que metanol foi adicionado de forma intencional a bebidas adulteradas em São Paulo
Laudo do Instituto de Criminalística confirma contaminação proposital; três pessoas morreram e 18 foram intoxicadas após consumo das bebidas
O Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo concluiu que o metanol encontrado em bebidas alcoólicas foi adicionado de forma intencional, e não é resultado do processo natural de destilação. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (8) e reforça a hipótese de adulteração criminosa.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as perícias realizadas analisam a presença e a concentração da substância, além de examinar rótulos e lacres dos recipientes para rastrear a origem das bebidas. As informações são da CNN.
O governo paulista já havia anunciado, na segunda-feira (6), que o metanol foi detectado em produtos de duas distribuidoras da capital. Em boletim atualizado na terça-feira (7), foram confirmados 18 casos de intoxicação e três mortes em decorrência do consumo das bebidas contaminadas.
Entre as vítimas estão dois homens, de 54 e 46 anos, moradores de São Paulo, e uma mulher de 30 anos, de São Bernardo do Campo. As autoridades reforçam que todos os casos estão relacionados ao consumo de bebidas adulteradas.
Segundo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a força-tarefa montada para combater o crime resultou em diversas prisões e interdições. A operação, conduzida em conjunto pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária, prendeu 41 pessoas e interditou quatro fábricas clandestinas.