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Redação 17 de Julho, 2026
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Professora é presa suspeita de fotografar partes íntimas de bebês em creche e enviar imagens para empresário

Brasil
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Redação 17 de Julho, 2026

Uma professora de 52 anos foi presa preventivamente na manhã desta quinta-feira (16), suspeita de registrar imagens das partes íntimas de bebês atendidos em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), em Céu Azul, no oeste do Paraná. Segundo a Polícia Civil, as fotografias eram encaminhadas a um empresário de 54 anos, que também foi preso durante a operação. 

Até o momento, três crianças foram identificadas como vítimas.

Conforme o portal TNOnline, o homem investigado é ex-apresentador de um programa de sorteios exibido por emissoras da região de Cascavel. A identidade da professora não foi divulgada. Os dois deverão responder pelos crimes de produção e compartilhamento de imagens de nudez infantil, previstos nos artigos 240 e 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

As apurações indicam que os registros eram feitos durante a troca de fraldas das crianças no berçário da creche onde a professora trabalhava. De acordo com a polícia, o empresário solicitava o envio das imagens à mulher, com quem mantinha um relacionamento. Os investigadores também apuram a possibilidade de que as vítimas tenham sofrido outros tipos de violência. Os celulares dos suspeitos foram apreendidos e serão submetidos à perícia.

O caso começou a ser investigado após denúncias de abuso sexual envolvendo o empresário chegarem à Delegacia da Mulher de Cascavel. A partir das informações, policiais cumpriram mandados de busca na residência dele, em Céu Azul, e na empresa da qual é proprietário, em Cascavel.

Durante a análise do material apreendido, surgiram indícios da participação da professora, o que levou ao cumprimento de um novo mandado de busca na casa da servidora. Com as provas reunidas, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva dos dois investigados, localizados em suas residências.

Em nota, a Prefeitura de Céu Azul informou que acompanha o caso e classificou o episódio como um fato sem precedentes na história da rede municipal de ensino. A administração afirmou que prestará total colaboração às investigações, respeitando o sigilo do processo, a presunção de inocência dos investigados e a identidade das possíveis vítimas.

O município informou ainda que adotará todas as medidas administrativas cabíveis conforme o andamento das investigações e reforçou o compromisso com a proteção de crianças e adolescentes, repudiando qualquer forma de violência.