Taxa de desemprego cresce no trimestre e atinge 5,8%, aponta IBGE
O rendimento médio real dos trabalhadores brasileiros permaneceu no maior patamar da série histórica e chegou a R$ 3.732 no trimestre encerrado em abril de 2026, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar da renda recorde, a taxa de desemprego no país subiu para 5,8%, registrando aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em janeiro. Ainda assim, o índice segue menor do que o observado no mesmo período de 2025.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) aponta que cerca de 6,3 milhões de brasileiros estavam sem trabalho e procurando emprego. Em comparação ao trimestre anterior, houve crescimento de 471 mil pessoas nessa condição.
O levantamento também mostrou retração no número de ocupados. Atualmente, o Brasil possui 102,3 milhões de pessoas trabalhando, uma redução de 338 mil trabalhadores frente ao trimestre anterior. No comparativo anual, porém, o cenário segue positivo, com aumento de 1,07 milhão de ocupados.
Outro dado apresentado pelo IBGE foi o nível de ocupação, que ficou em 58,4% da população em idade de trabalhar, abaixo dos 58,7% registrados anteriormente. Em relação ao ano passado, o indicador apresentou estabilidade.
A taxa de informalidade ficou em 37,2% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores atuando sem carteira assinada ou proteção formal. O percentual também apresentou queda tanto na comparação trimestral quanto anual.
Já a taxa composta de subutilização da força de trabalho permaneceu em 13,8%. Segundo o instituto, aproximadamente 15,7 milhões de pessoas estavam subutilizadas no período analisado, número considerado estável em relação ao trimestre anterior, mas inferior ao registrado no ano passado.
Na comparação com o trimestre entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, o contingente de desempregados cresceu 8%, passando de 5,9 milhões para 6,3 milhões. Em relação ao mesmo período de 2025, entretanto, houve redução de 809 mil pessoas fora do mercado de trabalho.