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Redação 08 de Abril, 2026
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Justiça suspende eleição do Sindimed-BA após denúncias sobre lista de votantes

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Redação 08 de Abril, 2026

A eleição para a diretoria do Sindicato dos Médicos no Estado da Bahia (Sindimed), prevista para ocorrer nos dias 14 e 15 de abril, foi suspensa por decisão liminar da 17ª Vara do Trabalho da Bahia. A medida foi determinada pelo juiz Sebastião Martins Lopes na terça-feira (7), após questionamentos judiciais sobre a regularidade do processo eleitoral.

A decisão atende a um pedido de tutela de urgência apresentado diante de denúncias envolvendo possíveis inconsistências na lista de eleitores. Entre os pontos levantados estão supostas exclusões de médicos aptos a votar e falhas na relação de votantes validada pela Comissão Eleitoral.

Como parte da determinação, o magistrado ordenou que o sindicato apresente, em até 48 horas, um levantamento completo das alterações realizadas no cadastro de associados, detalhando e justificando cada inclusão e exclusão de forma auditável. Caso a exigência não seja cumprida, foi estabelecida multa diária de R$ 10 mil.

As críticas ao processo partiram do grupo Renova Sindimed, ligado à oposição da atual diretoria. Segundo os representantes, a condução da eleição estaria comprometida por práticas que, na avaliação deles, prejudicam a transparência e a legitimidade do pleito. O grupo afirma que houve inclusão de pessoas que não seriam médicas — incluindo advogados vinculados à entidade —, manutenção de nomes de profissionais falecidos e retirada de centenas de eleitores sem critérios claros. Também há questionamentos sobre a independência da comissão eleitoral.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), o Sindimed rebateu as acusações e classificou as denúncias como inverídicas e caluniosas. A entidade sustenta que a revisão da lista de votantes é um procedimento previsto no estatuto, utilizado para corrigir falhas técnicas, excluir profissionais falecidos ou inadimplentes e regularizar cadastros.

O sindicato ainda afirmou que o processo de votação conta com mecanismos de segurança, como a exigência de documento profissional e CPF no momento do voto, o que, segundo a direção, inviabilizaria fraudes. A atual gestão também atribuiu a judicialização a uma tentativa de desestabilização promovida por setores opositores e informou que adotará medidas judiciais cabíveis.

Até nova análise da Justiça, o processo eleitoral segue interrompido e a utilização da lista atual de votantes permanece proibida.