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Redação 12 de Maio, 2026
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Cesta básica sobe pelo segundo mês consecutivo em todas as capitais do país

Economia
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Redação 12 de Maio, 2026

Alta foi registrada nas 27 capitais brasileiras em abril; São Paulo segue com a cesta mais cara do Brasil

O custo da cesta básica voltou a subir em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal pelo segundo mês consecutivo. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento.

As maiores altas em abril foram registradas em Porto Velho, com variação de 5,60%, seguida por Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).

O levantamento já havia apontado aumento em todas as capitais no mês de março. No acumulado de 2026, todas as cidades pesquisadas registraram elevação no preço médio da cesta básica, com índices entre 1,56%, em São Luís, e 14,80%, em Aracaju.

Entre os itens que mais pressionaram o custo da alimentação está o leite integral, que teve aumento em todas as capitais analisadas. A maior alta foi registrada em Teresina, onde o produto subiu 15,70%. Segundo o Dieese, a redução da oferta no campo durante a entressafra contribuiu para o aumento dos preços dos derivados lácteos.

O feijão também ficou mais caro em 26 capitais brasileiras, com exceção de Vitória, onde o preço permaneceu estável. Já o tomate teve alta em 25 cidades, com destaque para Fortaleza, onde o aumento chegou a 25%. Apenas Rio de Janeiro e Belo Horizonte registraram queda no preço do produto.

Outros itens que também tiveram aumento em 22 das 27 capitais pesquisadas foram o pão francês, o café em pó e a carne bovina de primeira.

Mais uma vez, São Paulo registrou a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 906,14 em abril. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26).

Já os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 619,32), São Luís (R$ 639,24), Maceió (R$ 652,94) e Porto Velho (R$ 658,35).

Com base no valor da cesta básica de São Paulo e considerando a previsão constitucional de que o salário mínimo deve atender despesas essenciais como alimentação, saúde, moradia, educação, transporte e lazer, o Dieese estimou que o salário mínimo ideal em abril deveria ser de R$ 7.612,49 — cerca de 4,7 vezes maior que o valor atual de R$ 1.621.