Empresariado é contra aplicação Lei da Reciprocidade contra os EUA após tarifaço
Representantes da indústria brasileira defenderam, nesta terça-feira (21), que o governo federal priorize o diálogo com os Estados Unidos diante da tarifa de 25% imposta a produtos brasileiros. A posição foi apresentada pelo presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, em reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), em Brasília.
O encontro teve como foco discutir alternativas para reduzir os impactos da nova tarifa sobre o setor industrial. Durante conversa com jornalistas, Velloso afirmou que a entidade é contrária à aplicação da Lei de Reciprocidade como resposta à medida norte-americana.
“A gente entende que tem um componente político importante. Não entendemos que reciprocidade ou retaliação vai resolver um problema político. O que vai resolver um problema político é diplomacia do Estado e diplomacia empresarial, junto aos empresários norte-americanos”, destacou Velloso.
A aplicação da tarifa começa a valer a partir desta quarta-feira (23). A medida amplia a carga tributária sobre as exportações nacionais e coloca o Brasil entre os países mais penalizados pela política comercial norte-americana, atrás apenas da China. A decisão foi tomada após investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).