Haddad diz que BC saberá ajustar juros diante de impactos da guerra no Oriente Médio
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (10), que o Banco Central (BC) tem condições de administrar o melhor caminho para a taxa básica de juros diante do cenário internacional marcado pela escalada do conflito no Oriente Médio.
Segundo o ministro, cabe ao Banco Central analisar os dados econômicos e decidir se haverá manutenção, redução ou até aumento da taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano.
“Isso é atribuição dos diretores que estão lá indicados para isso, para essa missão. Nós temos uma doença, um remédio, e o que o Banco Central faz é administrar a dose”, disse Haddad.
A expectativa do mercado era de redução dos juros após o Comitê de Política Monetária (Copom) indicar a possibilidade de iniciar cortes na taxa. No entanto, a recente alta do dólar e do preço do petróleo, influenciada pela guerra no Oriente Médio, passou a ser vista como um fator de risco para a inflação.
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 17 e 18 de março, quando o colegiado do Banco Central voltará a discutir o rumo da política de juros no país.