Haddad cobra Congresso e STF por medidas que impactam contas públicas
Ministro da Fazenda citou impacto das emendas parlamentares, precatórios e decisões judiciais sobre as contas públicas durante evento em São Paulo
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (22) que parte dos obstáculos para o equilíbrio fiscal do país vem de medidas aprovadas pelo Congresso e decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Durante participação em evento do setor financeiro em São Paulo, o ministro disse que o governo enfrenta dificuldades adicionais para cumprir metas em razão de despesas criadas fora do controle da equipe econômica.
Haddad citou como exemplos a ampliação das emendas parlamentares, a conta bilionária dos precatórios e a chamada “Tese do Século” — julgamento que reduziu a base de cálculo de tributos de empresas. Segundo ele, essas iniciativas têm forte impacto no orçamento e comprometem a busca pelo equilíbrio nas contas públicas.
O ministro também reforçou a defesa do arcabouço fiscal, aprovado em 2023, classificando-o como um “instrumento mais realista” para manter a responsabilidade fiscal. Haddad afirmou que, apesar dos desafios, o governo tem atuado para preservar a credibilidade do país junto a investidores e instituições internacionais.
Por fim, ele ressaltou que a prioridade da gestão é deixar um legado econômico consistente. “O que está em jogo não é apenas um mandato, mas a confiança na política econômica brasileira”, afirmou.