Maioria dos motoristas da Uber rejeita carteira assinada e prioriza autonomia, aponta Datafolha
Pesquisa mostra que 6 em cada 10 condutores preferem manter regime atual e veem flexibilidade como principal vantagem do trabalho por aplicativo
Uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela Uber, revelou que 60% dos motoristas da plataforma no Brasil não desejam vínculo empregatício com carteira assinada. O levantamento ouviu 1.800 motoristas entre maio e agosto deste ano, em todas as regiões do país, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O estudo aponta que flexibilidade e autonomia são os principais motivos para essa escolha. Mesmo que mantivessem a renda atual, 54% dos entrevistados afirmaram que rejeitariam o modelo da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Para 93%, a liberdade para definir dias e horários de trabalho é o fator que mais motiva a permanência na plataforma.
Segundo o levantamento, 92% dos motoristas são homens, com idade média de 40 anos, e 90% sustentam suas famílias, com média de duas pessoas dependentes. Mais da metade (55%) tem o aplicativo como principal fonte de renda, e 69% recebem até dois salários mínimos líquidos.
Apesar da preferência pela autonomia, a informalidade preocupa: 49% mencionaram o custo de manutenção do veículo como principal desafio, seguido pelo risco de assalto (37%) e pela falta de renda em caso de acidente (36%).
Entre as principais demandas de regulamentação, destacam-se o apoio na renovação de veículos (52%), a não intervenção do poder público (21%) e a criação de uma previdência específica (17%).
– com informações da FolhaPress