Salvador se destaca como a capital nordestina com melhor qualidade ambiental, segundo ranking nacional
A prefeitura, nos últimos anos, plantou mais de 100 mil mudas de espécies da Mata Atlântica e recuperou importantes áreas verdes, como o Parque da Cidade e o Jardim Botânico
Salvador acaba de conquistar um importante reconhecimento ambiental: é a capital do Nordeste com melhor qualidade ambiental e a quarta entre todas as capitais brasileiras, segundo o Índice de Progresso Social – Brasil (IPS-Brasil). O ranking, divulgado pelo jornal *O Estado de S. Paulo*, coloca a capital baiana em destaque graças às suas ações voltadas para a sustentabilidade e preservação ambiental.
A pesquisa, que avalia a qualidade de vida nos municípios brasileiros, leva em consideração uma série de fatores relacionados ao meio ambiente, como a quantidade de áreas verdes, emissões de carbono por habitante, perdas de vegetação e focos de queimadas. Além disso, a vulnerabilidade climática local também foi um critério essencial para a análise.
Com um índice de 73,61, Salvador garantiu a quarta posição no ranking geral, ficando atrás apenas de Curitiba, Brasília e Cuiabá. Esse resultado é fruto de anos de investimentos em políticas ambientais, que vêm transformando a cidade em uma referência no Brasil. A prefeitura, nos últimos anos, plantou mais de 100 mil mudas de espécies da Mata Atlântica e recuperou importantes áreas verdes, como o Parque da Cidade e o Jardim Botânico.
Além das iniciativas locais, Salvador tem ganhado reconhecimento global. A cidade foi uma das vencedoras do Prêmio Global para o Desenvolvimento Sustentável nas Cidades (Shanghai Award), uma iniciativa da ONU-Habitat em parceria com o município chinês de Shangai. Salvador também foi a primeira cidade da América Latina a integrar o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia, além de fazer parte de redes internacionais que visam combater as mudanças climáticas e promover a resiliência urbana.
Com esses avanços, Salvador segue se consolidando como um exemplo de gestão ambiental no Brasil, mostrando que o equilíbrio entre desenvolvimento urbano e preservação do meio ambiente é não só possível, como essencial para o futuro das cidades.