UPB define “teto de R$ 700 mil” para cachês no São João da Bahia
Decisão será encaminhada ao Ministério Público e ocorre após queixas de prefeitos sobre altos valores cobrados por artistas
A União dos Municípios da Bahia (UPB) decidiu estabelecer um “teto de R$ 700 mil” para os cachês de artistas contratados para as festas de São João no estado. A deliberação foi tomada durante reunião realizada na quarta-feira (4), no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
A medida surge em meio a reclamações de prefeitos baianos sobre os valores cobrados por artistas no período junino, considerados elevados diante da realidade orçamentária dos municípios. A UPB avalia que a definição de um limite pode contribuir para maior equilíbrio nos gastos públicos e para a organização das contratações.
Como a fiscalização da aplicação dos recursos públicos relacionados aos cachês é atribuição do Ministério Público da Bahia (MP-BA), a decisão da entidade municipalista será formalmente encaminhada ao órgão.
Ainda no contexto do debate sobre os festejos juninos, músicos ligados ao forró devem se reunir nesta quinta-feira (5) com a direção da UPB. O objetivo do encontro é apresentar uma proposta voltada à “valorização dos artistas baianos”, que inclui a possibilidade de aprovação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
A reunião contará com a presença do prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), presidente da UPB, que deve conduzir as discussões sobre o tema junto aos representantes do setor cultural.