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Redação 04 de Agosto, 2026
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Auditor do STJD diz que árbitros de Palmeiras x Vitória também deveriam ser denunciados

Esportes
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Redação 04 de Agosto, 2026

O julgamento do meia Maurício, do Palmeiras, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), terminou sem suspensão para o jogador, mas foi marcado por duras críticas à arbitragem da partida contra o Vitória. Durante a sessão, um dos auditores afirmou que a expulsão do atleta era evidente e defendeu que os árbitros responsáveis pelo confronto também deveriam ter sido denunciados.

Maurício foi julgado pela 2ª Comissão Disciplinar do STJD por um lance envolvendo o zagueiro Cacá, durante a vitória do Palmeiras sobre o Vitória. Denunciado por conduta violenta, o meia recebeu punição de um jogo de suspensão, mas a pena foi convertida em advertência, ficando liberado para atuar.

Ao apresentar seu voto, o relator do processo, Luiz Gabriel Batista Neves, classificou como “surreal” a decisão da arbitragem de aplicar apenas cartão amarelo ao jogador palmeirense.

“É inequívoco que Maurício deveria ter sido expulso. Não há como discutir. É surreal. Beira o surreal uma atitude como aquela e a gente estar aqui dizendo que é disputa de bola. Se fosse um atleta do Palmeiras que tivesse levado uma cotovelada e cinco pontos, o Palmeiras aceitaria essa decisão? A postura seria outra. A expulsão é gritante”, afirmou o auditor.

Na sequência, o relator declarou que, diante da gravidade do lance, também entendia que a equipe de arbitragem deveria ter sido denunciada. Apesar da crítica, votou pela aplicação da pena mínima, convertida em advertência.

A defesa do Palmeiras sustentou que Maurício sequer deveria responder ao processo. Os advogados argumentaram que a decisão de aplicar cartão amarelo foi mantida pelo árbitro e pela equipe do VAR e citaram o fato de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ter mantido o árbitro Alex Gomes Stefano escalado para partidas da Copa do Brasil como indicativo de que a entidade não considerou ter havido erro grave.

O julgamento foi decidido por maioria. Enquanto um auditor votou por dois jogos de suspensão e outra integrante da comissão defendeu um jogo sem conversão em advertência, prevaleceu o entendimento do relator, garantindo que Maurício não cumpra suspensão.