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Redação 01 de Outubro, 2026
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Clubes deixam paralisação de lado e levam reação contra MP das bets ao STF

Esportes
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Redação 01 de Outubro, 2026

A ideia de paralisar o Campeonato Brasileiro perdeu força entre os clubes que articulam uma reação à medida provisória que restringe a publicidade e os patrocínios de casas de apostas. Sem datas disponíveis para remarcar partidas e diante da postura neutra da CBF, os dirigentes passaram a concentrar os esforços na frente jurídica.

Segundo informações de O Globo divulgadas na noite de quarta-feira (30), a falta de espaço no calendário foi um dos principais motivos para o recuo. A avaliação é de que uma paralisação criaria dificuldades para a conclusão da competição nesta reta final da temporada.

A posição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também pesou nas discussões. A entidade não aderiu à mobilização dos clubes e decidiu permanecer neutra diante dos efeitos da medida provisória.

Com a hipótese de paralisação afastada, a reação passou a ser direcionada ao Supremo Tribunal Federal (STF). A estratégia discutida é participar da ação apresentada por empresas de apostas que tentam reverter a medida.

O Flamengo foi o primeiro clube a avançar individualmente. Agora, o Palmeiras também pretende ingressar na ação no Supremo.

A movimentação ocorre depois de a Associação Brasileira de Jogos e Loterias (ABJL) e o Instituto Brasileiro do Jogo Responsável (IBJR) acionarem o STF. As entidades questionam, entre outros pontos, a existência de urgência para a edição da medida e alegam quebra da segurança jurídica das empresas autorizadas pelo Estado a operar no país.

O tema interessa diretamente aos clubes por causa da participação das casas de apostas entre seus principais parceiros comerciais. Antes mesmo da publicação da MP, equipes e federações já defendiam publicamente o mercado regulado e destacavam as receitas obtidas com essas empresas como uma das principais fontes de financiamento do futebol brasileiro.

Além da estratégia judicial, os dirigentes continuam negociando com o Governo Federal alternativas para reduzir os efeitos financeiros da saída das bets. Entre as propostas está a criação de uma linha de crédito do BNDES destinada aos clubes das Séries A e B.