Técnico do Palmeiras é acusado de machismo ao responder repórter
O técnico Abel Ferreira gerou controvérsia novamente no último sábado (24), durante uma coletiva de imprensa. Ao ser questionado pela repórter Alinne Fanelli, da BandNews FM, sobre a lesão do lateral Mayke, Abel respondeu de forma grosseira: “Há uma coisa que vocês têm que entender. Eu tenho que dar satisfações para três mulheres só: minha mãe, minha mulher e a presidente do Palmeiras, que é a Leila (Pereira)”.
A resposta foi considerada machista, e Abel continuou: “São as únicas que têm o direito de falar comigo e pedir explicações. Por que a equipe perdeu, por que se lesionou, por que meteu A, B ou C. São os únicos que têm direito de vir para mim e pedir explicações. Os outros podem falar, podem se manifestar, podem elogiar ou podem criticar. Treinadores e jogadores têm que saber ouvir elogios e críticas.”
A declaração gerou uma onda de críticas nas redes sociais, com muitos internautas acusando Abel de machismo. Posteriormente, o técnico procurou a repórter para se retratar, admitindo que sua fala foi infeliz. Alinne Fanelli agradeceu o apoio recebido e comentou que não soube como reagir à resposta grosseira de Abel.
Abel Ferreira já é conhecido por suas atitudes polêmicas em outras ocasiões. No ano passado, ele tomou o celular do produtor Pedro Spinelli durante uma cobertura no estádio Mineirão, ação que lhe rendeu punição pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Ele também foi acusado de xenofobia ao declarar que não gostaria que comparassem seu time com uma tribo indígena, insinuando que os índios não tinham organização, o que o levou a se retratar.
Em uma partida entre Palmeiras e Flamengo, após uma expulsão, Abel fez um gesto obsceno, mas depois afirmou que “em momento nenhum foi para ofender quem quer que seja”. Ele também já abandonou uma coletiva de imprensa após uma pergunta de um repórter.