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Redação 11 de Setembro, 2026
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Diretor da PF nega monitoramento de ministros do STF e contesta acusações: “Não existiu”

Justiça
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Redação 11 de Setembro, 2026

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou que a corporação tenha monitorado ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ou outras autoridades. A declaração foi feita nesta sexta-feira (11), em manifestação enviada ao presidente da Corte, Edson Fachin.

Segundo Andrei, os relatórios de inteligência que estão no centro da controvérsia foram produzidos dentro das atribuições da PF.

“Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de Ministro deste STF”, afirmou.

O diretor-geral também rejeitou a acusação de que os documentos tenham sido obtidos por meio de vigilância clandestina. Para ele, a atividade realizada pela inteligência da PF não pode ser confundida com monitoramento de autoridades.

“Não houve, portanto, qualquer ingerência na esfera de privacidade ou na atuação funcional das autoridades mencionadas”, declarou.

Andrei ainda contestou a classificação dos relatórios como anônimos ou apócrifos. Ele afirmou que os documentos foram produzidos por setores identificados e registrados oficialmente no sistema da Polícia Federal.

“A ausência do nome do analista não se trata de celeuma, mas de reflexo do dever de proteção dos profissionais de inteligência”, disse.

A manifestação ocorre após André Mendonça determinar o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, sob suspeita de uso irregular da estrutura da corporação. As decisões foram suspensas por Fachin, que agora analisa a permanência do diretor no comando da Polícia Federal.