Ex-presidente do INSS é acusado de receber R$ 250 mil por mês de entidade investigada pela PF
O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, detido nesta quinta-feira (13) durante a quarta fase da Operação Sem Desconto, é suspeito de ter passado a receber pagamentos mensais de R$ 250 mil de uma das entidades investigadas pelo esquema de descontos irregulares em benefícios de aposentados.
Os detalhes constam na representação enviada pela Polícia Federal à Justiça. Segundo a investigação, os valores eram repassados pela Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) por meio de empresas de fachada.
A PF afirma que o montante pago a Stefanutto cresceu de forma significativa após ele assumir o comando do INSS, indicado pelo então ministro da Previdência, Carlos Lupi. Antes da nomeação, o ex-presidente teria recebido entre R$ 50 mil e R$ 100 mil por mês da mesma entidade.
De acordo com os investigadores, a propina estaria vinculada à influência que Stefanutto exercia dentro do órgão. A primeira fase da operação foi deflagrada em abril, o que levou ao afastamento dele por ordem judicial. Pouco depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou sua demissão, apesar de Lupi ter defendido publicamente sua permanência.