Justiça autoriza exumação do corpo do cão Orelha para nova perícia após pedido do MP
O corpo do cão comunitário Orelha foi exumado em Florianópolis para novos exames da Polícia Científica, após autorização da Justiça nesta quinta-feira (12). A solicitação foi feita pelo Ministério Público de Santa Catarina na terça-feira (10).
O MP também abriu um procedimento para avaliar a atuação do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, na condução do caso. Segundo a 40ª Promotoria de Justiça da Comarca de Florianópolis, que atua no controle externo dos procedimentos policiais, a medida ocorreu após representações questionando a conduta do delegado e pode resultar em eventual inquérito civil. As informações são do Correio.
A Polícia Civil e a Polícia Científica afirmaram por meio de nota que têm realizado as diligências de forma acelerada para reunir provas e encaminhar a denúncia à Justiça.
Orelha foi agredido na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, e morreu no dia seguinte. Laudos iniciais indicam que o animal foi atingido por um golpe contundente na cabeça, possivelmente por chute ou objeto rígido, como madeira ou garrafa.
Imagens de câmera de segurança são uma das principais evidências e revelam um adolescente saindo do condomínio às 5h25 e retornando às 5h58 acompanhado de uma amiga. A polícia estima que a agressão ocorreu nesse intervalo.
A Polícia Civil concluiu o inquérito na semana passada e solicitou a internação do adolescente apontado como autor. O caso também inclui uma investigação a maus-tratos contra outro cão, conhecido como Caramelo.