Moraes arquiva investigações sobre bloqueio de eleitores nas eleições de 2022
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes arquivou as investigações contra acusados de tentar impedir o deslocamento de eleitores aos locais de votação durante o segundo turno das eleições de 2022. A decisão foi tomada após o magistrado concluir que não há justa causa para a continuidade do processo.
Relator do caso, Moraes acompanhou o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou a inexistência de elementos capazes de sustentar a abertura de ação penal. No entendimento do ministro, também não é possível reabrir apurações sobre fatos que já foram analisados no âmbito judicial.
Em manifestação enviada ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que não foram identificados indícios de prática criminosa por parte dos delegados da Polícia Federal, Alfredo de Sousa Lima Coelho Carrijo e Léo Garrido de Salles Meira. Ambos haviam sido indiciados pela PF em dezembro de 2024.
No mesmo inquérito, outros investigados, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, além de Fernando de Sousa Oliveira e Marília Ferreira de Alencar, foram indiciados em outubro do ano passado.
Moraes afirmou que a manutenção das investigações, sem respaldo probatório mínimo, representaria “injusto e grave constrangimento aos investigados”, motivo pelo qual determinou o encerramento do caso no âmbito do Supremo.