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Redação 18 de Agosto, 2026
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PF abre novos inquéritos e aponta que lobista dizia agir em nome de Lulinha

Justiça
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Redação 18 de Agosto, 2026

Relatório cita diálogos de Roberta Luchsinger como indícios de tráfico de influência

A Polícia Federal afirmou em relatório do novo inquérito sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula, que a lobista Roberta Luchsinger demonstrava em conversas ter “autorização” para atuar em nome de Lulinha. As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão.

Em um dos diálogos, Roberta disse a um interlocutor: “Eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fabio”. Para os investigadores, a declaração reforça que ela se apresentava como representante do filho do presidente.

As mensagens foram usadas pela PF para embasar a abertura de três novos inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência envolvendo Roberta e Lulinha no governo federal.

Elementos citados pela investigação

  • Conversas sobre pagamentos de boletos e despesas de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete da Presidência, conhecido como Marcola. Ele afirmou que se tratava de um empréstimo já quitado no valor de R$ 249 mil.
  • Acerto para compra de joias destinadas à esposa de Marcola, revelado em mensagens divulgadas pelo jornal O Globo.
  • Minuta de contrato para fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, enviada por Roberta em conversa com Marcola. Segundo a PF, seria uma tentativa de obter apoio para viabilizar o negócio, sem registro de encaminhamento oficial.

Os novos inquéritos buscam esclarecer se houve de fato autorização de Lulinha para que Roberta atuasse em seu nome e se as tratativas configuram tráfico de influência. O caso segue em investigação e tramita sob acompanhamento da Justiça.