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Redação 30 de Novembro, 2025
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“Se tivessem dado golpe, eu estaria na prisão”, diz Cármen Lúcia ao defender a democracia

Justiça
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Redação 30 de Novembro, 2025

Durante participação na 1ª Festa Literária da Fundação Casa de Rui Barbosa (FliRui), no Rio de Janeiro, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia defendeu a democracia e ressaltou os perigos que uma tentativa de golpe representa para o país.

Em seu discurso, a ministra afirmou que, caso um golpe tivesse se concretizado, ela própria estaria presa e não poderia exercer suas funções no tribunal.

“Outro dia alguém me perguntava por que julgar uma tentativa de golpe, se foi apenas tentativa. Meu filho, se tivessem dado golpe, eu estava na prisão, não poderia nem estar aqui julgando”, declarou.

Cármen Lúcia destacou também a importância das palavras na comunicação e na justiça, lembrando que documentos e sentenças têm o poder de traduzir a alma das pessoas.

“Nesses julgamentos que estamos fazendo, havia registros em palavras de tentativas de ‘neutralizar’ alguns ministros do Supremo. Portanto, estava em palavras, as ordens eram dadas em palavras. A mesma coisa é a sentença, ela vem em palavras.”, explicou.

Ao falar sobre os riscos de golpes e a importância de preservar a democracia, Cármen Lúcia afirmou: “Democracia é uma experiência de vida que se escolhe, se constrói e se elabora todos os dias.”

A fala da ministra ocorre dias após o STF autorizar o início do cumprimento das penas do núcleo 1 do grupo investigado por tentativa de golpe, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumprirá 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.