Eleições em Israel podem definir permanência de Netanyahu no poder
Israel realiza eleições gerais nesta terça-feira (27), em uma disputa que pode determinar a continuidade do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no poder. Pesquisas indicam que o bloco governista pode não alcançar as 61 cadeiras necessárias para formar maioria no Parlamento, que possui 120 assentos.
Cerca de 7,3 milhões de eleitores estão aptos a votar. O pleito ocorre após o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou cerca de 1.200 mortos em Israel e 251 pessoas sequestradas. A ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, iniciada em resposta ao ataque, provocou mais de 74,5 mil mortes palestinas, segundo dados divulgados pelas autoridades de saúde de Gaza.
O principal adversário de Netanyahu é Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel e líder do partido centrista Yashar. Também disputam espaço político os ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, que lideram uma frente conjunta, além do ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman.
Como funciona a eleição em Israel
Israel adota o sistema parlamentarista. Os eleitores escolhem os partidos que ocuparão as 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento israelense, e não elegem diretamente o primeiro-ministro. Após a votação, o presidente do país consulta as forças políticas e designa um parlamentar para tentar formar um governo.
Para conquistar cadeiras, os partidos precisam obter pelo menos 3,25% dos votos válidos. Como nenhuma legenda costuma alcançar maioria absoluta sozinha, a formação do governo depende de negociações e alianças entre diferentes partidos.