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Redação 21 de Outubro, 2025
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Ex-presidente Nicolas Sarkozy é preso na França para cumprir pena de cinco anos

Mundo
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Redação 21 de Outubro, 2025

Condenado por associação criminosa em esquema de financiamento líbio, Sarkozy alega inocência e recorre da decisão

O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi preso nesta terça-feira (21) e levado para a penitenciária de La Santé, em Paris, onde começará a cumprir sua pena de cinco anos de prisão por envolvimento em um esquema de corrupção e financiamento ilegal ligado ao regime de Muammar Gaddafi, ex-ditador da Líbia.

Antes de se entregar, Sarkozy publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando ser um “homem inocente” e dizendo sentir “profunda tristeza pela França”. Ele chegou à prisão acompanhado da esposa e foi recebido por centenas de apoiadores que gritavam seu nome e entoavam o hino nacional francês.

Condenado em primeira instância em setembro, o ex-presidente foi considerado culpado por associação criminosa e conspiração para financiar de forma ilegal sua campanha eleitoral de 2007. Embora tenha recorrido da decisão, a Justiça determinou o cumprimento imediato da pena.

De acordo com o advogado Christophe Ingrain, Sarkozy deverá permanecer preso por três a quatro semanas, enquanto o tribunal de apelações de Paris analisa o pedido de libertação provisória.

Durante o julgamento, o tribunal concluiu que o ex-presidente recebeu milhões de euros do governo líbio em troca de apoio político e diplomático. Em 2007, Sarkozy chegou a receber Gaddafi em Paris, no primeiro encontro de Estado desde os anos 1980, quando a Líbia era considerada um patrocinador do terrorismo internacional.

Além de Sarkozy, outros 11 réus foram condenados, incluindo aliados como Claude Guéant e Brice Hortefeux, apontados por envolvimento em transferências ilegais de recursos.

Na véspera da prisão, Sarkozy se reuniu com o presidente francês Emmanuel Macron, em um encontro confirmado pelo Palácio do Eliseu, mas cujo teor não foi revelado. Macron ainda não comentou publicamente o caso, limitando-se a condenar as ameaças recebidas por magistrados após o julgamento.

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