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Redação 23 de Fevereiro, 2026
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Lula critica uso do comércio como arma política e defende diálogo após novas tarifas dos EUA

Mundo
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Redação 23 de Fevereiro, 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o uso do comércio internacional como instrumento de pressão política e defendeu que divergências entre países sejam solucionadas por meio do diálogo e da negociação. A declaração foi feita nesta segunda-feira (23), em Seul, no encerramento do Fórum Empresarial Brasil–Coreia do Sul.

“A melhor resposta à tentativa de usar o comércio como arma é mostrar que é possível alcançar entendimentos mutuamente benéficos por meio do diálogo e da negociação. A relação entre o Brasil e a República da Coreia, dois países ligados por fortes laços humanos e vínculos empresariais, é a prova de que a confiança e a cooperação valem a pena”, declarou.

A manifestação ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a aplicação de uma tarifa global de 10%, com base na seção 122 do Ato do Comércio de 1974. No dia seguinte, o percentual foi elevado para 15%.

Antes da viagem à Ásia, Lula já havia afirmado que o Brasil não deseja uma nova Guerra Fria e defendeu a manutenção de relações equilibradas com diferentes parceiros internacionais.

Durante o discurso em Seul, o presidente também demonstrou apoio à retomada das negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul. Segundo ele, o bloco sul-americano avançou recentemente em tratados comerciais e concluiu um pacto com a União Europeia após duas décadas de negociações, formando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.