“A Bahia para e faz uma trégua para se despedir de um parlamentar que representava o povo”, diz Jerônimo
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), prestou homenagem ao deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) durante o velório realizado neste domingo (18) e afirmou que a morte do parlamentar provocou uma “trégua” no ambiente político do estado, reunindo situação e oposição em respeito à trajetória do legislador.
Ao manifestar solidariedade à família e aos aliados do deputado, Jerônimo ressaltou que, em momentos como esse, as divergências políticas ficam em segundo plano.
“Diante do corpo, a Bahia para. Dá uma trégua àquilo que se chama de situação e oposição para todos nós nos unirmos em nome da política e do ser humano”, afirmou o governador.
Jerônimo destacou que Alan Sanches teve atuação relevante tanto na Câmara Municipal de Salvador quanto na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), onde exerceu papel de liderança da oposição, mantendo, segundo ele, uma postura ética e respeitosa.
“Mesmo como liderança da oposição, ele sempre manteve uma postura muito ética, muito respeitosa. Nunca se negou a apoiar projetos que eram de interesse do Estado da Bahia”, disse.
O governador também relatou que suspendeu compromissos oficiais após receber a confirmação da morte do parlamentar e anunciou a decretação de luto oficial de três dias no estado.
“Decretei luto oficial. Até segunda-feira, a Bahia está em luto. As bandeiras estão a meio mastro em homenagem à passagem dele pela política”, afirmou.
Jerônimo relembrou ainda a relação institucional com Alan Sanches, marcada pelo diálogo, mesmo em campos políticos opostos.
“A oposição faz parte do ofício. Quem entra na política sabe disso. Mas sempre houve respeito, diálogo e responsabilidade”, declarou.
Ao encerrar a homenagem, o governador reforçou que Alan Sanches não representava apenas um grupo político específico.
“Alan não é um parlamentar da oposição. Alan é um parlamentar que representa o povo da Bahia”, concluiu.
Alan Sanches morreu aos 58 anos. Médico de formação, construiu trajetória política com quatro mandatos como deputado estadual, além de ter sido vereador e presidente da Câmara Municipal de Salvador. Sua morte gerou manifestações de pesar de lideranças políticas de diferentes partidos e instituições do estado.