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Gustavo Caio 02 de Junho, 2026
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ACM Neto critica segurança na Bahia após vídeo de rua abandonada em Narandiba: “Parece cenário de guerra”

Política
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Gustavo Caio 02 de Junho, 2026

Após a repercussão do vídeo que mostra uma rua abandonada em Narandiba, o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), voltou a criticar a segurança pública do estado ao comentar a situação da Travessa Ubatã. A declaração foi feita durante o evento “SOS Bahia Educação”, promovido pela Fundação Índigo, em Salvador.

Segundo o pré-candidato, o objetivo da gravação foi expor uma realidade marcada pelo abandono de moradores em razão da criminalidade, mesmo em uma área próxima a importantes regiões da capital e à Avenida Paralela.

“A gente queria, com aquele vídeo, mostrar o que está acontecendo na Bahia. Fomos ali em Narandiba, que é uma área central, um bairro central de Salvador. Quem vai ali na Travessa Ubatã fica impressionado, porque ali mesmo você está ali há dois minutos do centro comercial, nem dois minutos, um minuto do centro comercial. É uma localidade que a Avenida Paralela, que é uma das mais movimentadas da cidade de Salvador, está apenas a menos de um quilômetro dessa localidade”, destacou.

Neto afirmou que a situação da Travessa Ubatã se assemelha a um cenário de guerra, com imóveis abandonados e marcas de tiros espalhadas pelas residências.

“No caso da Travessa Ubatã, as famílias todas abandonaram suas casas. Quem anda ali parece que está olhando, acompanhando uma situação de guerra. Uma questão realmente impressionante, porque as casas, todas elas alvejadas de bala, as paredes das casas todas alvejadas de bala, as famílias foram obrigadas a deixar suas casas, foram eles que tinham um único patrimônio na sua vida inteira, a sua casa, tiveram que ir pra morar de improviso, de favor”, relatou.

Durante a entrevista, o ex-prefeito contou ainda que conversou com o filho de uma ex-moradora da localidade, que relatou que a mãe precisou deixar a residência após ter dificuldades até mesmo para receber familiares.

“Os filhos dela não conseguiam mais entrar lá, não conseguiam entrar porque o crime organizado cobrava taxa, o crime organizado obrigava a comprar o botijão de gás onde ele queria, o sinal de internet onde ele queria. Quando as pessoas entravam, passavam por uma revista do crime organizado, homens altamente armados, tomavam o celular, faziam revista, era uma coisa de doido”, revelou.

Ao final, Neto criticou a postura do governador Jerônimo Rodrigues (PT), afirmando que o governo ignora situações semelhantes registradas em diferentes regiões do estado.

“Jerônimo finge que isso não é na Bahia, que isso não acontece em nosso estado. E não é só ali, em Narandiba. Isso está acontecendo em vários bairros, em várias comunidades de Salvador e também no interior da Bahia”, concluiu.