Alcolumbre não deve aceitar impeachment de Toffoli, dizem aliados
Apesar do avanço da pressão da oposição em torno de pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem dito a aliados que a chance de o caso avançar é zero.
Na avaliação de Alcolumbre, um eventual processo de impeachment abriria um precedente perigoso e poderia estimular novos pedidos semelhantes contra integrantes do Judiciário. Nos bastidores do Congresso Nacional, o entendimento é de que não há espaço para esse tipo de escalada institucional.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, Toffoli é alvo de dez pedidos de impeachment no Senado Federal, sendo o mais recente apresentado na semana passada pela bancada do Partido Novo. Quatro dessas representações tratam do caso envolvendo o Banco Master e foram protocoladas ao longo de 2026.
Mesmo após a citação do nome do ministro em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, controlador do banco, senadores avaliam que a saída de Toffoli da relatoria da investigação relacionada ao Master tende a arrefecer as críticas e reduzir o ímpeto da oposição por seu afastamento.
Na avaliação de um senador próximo a Alcolumbre, ouvido pela Folha, a tendência é de que a pressão diminua com o passar do tempo, desde que não surjam novos fatos. Até mesmo parlamentares da oposição admitem, reservadamente, a existência de um acordo informal de contenção entre os Poderes, ainda que dentro de limites considerados institucionais.