Após escândalo, Uldurico nega envolvimento com diretora acusada de atuar com facção em Eunápolis
O ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto, negou nesta sexta-feira (04) ter qualquer envolvimento com a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, e afirmou que não há exame de DNA que comprove a paternidade do filho que ela afirma ser dele.
A declaração foi feita após o nome do ex-parlamentar voltar a circular em meio ao escândalo envolvendo a articulação de Joneuma com líderes de facção criminosa dentro do presídio. Presa desde janeiro, Joneuma moveu uma ação judicial pedindo o pagamento de alimentos gravídicos, alegando que o bebê que esperava seria de Uldurico. A Justiça, no entanto, considerou que a ex-diretora não apresentou qualquer prova da alegação.
“Ela juntou no processo um arquivo em branco com o nome ‘exame de DNA’. A juíza considerou má-fé e solicitou a apresentação de indícios mínimos, o que não foi feito. Por isso, o processo foi encerrado e considerado desistência do autor”, afirmou Uldurico.
O ex-deputado disse ainda que está avaliando entrar com pedido judicial para a realização do exame de DNA, como forma de encerrar o assunto de forma definitiva. “Quero acabar com isso de uma vez por todas. Como ela está presa, estou procurando os meios legais para solicitar esse exame”, completou.
Uldurico também negou ter qualquer envolvimento com a facção que atua no presídio e disse que nunca teve qualquer relação com o interno conhecido como “Dadá”, apontado como chefe do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE). “Estive no presídio enquanto era deputado, conversando com representantes de várias alas sobre direitos humanos, uma pauta constante do meu mandato. Se ele estava entre eles, não me lembro”, disse.