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Redação 12 de Agosto, 2026
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Assessor de Lula diz que classificação de facções como terroristas não traz ‘ganhos concretos’

Política
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Redação 12 de Agosto, 2026

O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou nesta quarta-feira (12), durante audiência na Câmara dos Deputados, que classificar facções criminosas como organizações terroristas não representa uma medida efetiva para o combate ao crime organizado e pode ameaçar a soberania brasileira. 

Segundo ele, o governo federal não demonstra qualquer tolerância com grupos criminosos. “É preciso deixar claro de início que não há qualquer complacência, tolerância ou relativização por parte do governo brasileiro em relação a essas facções ou aos atos por elas praticados”, afirmou.

Amorim defendeu que o enfrentamento às facções seja conduzido dentro dos limites da Constituição e do Estado Democrático de Direito. Ao justificar a posição do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele afirmou que a equiparação ‘não produz ganhos concretos’ para a cooperação internacional e pode provocar consequências econômicas.

“É justamente diante desses fatos que sustento ser inadequada a equiparação entre facções criminosas e organizações terroristas. No entanto, essa posição não implica de forma alguma leniência com o crime organizado de parte do governo”, disse o assessor.

O debate ocorre após os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. Ao justificar a decisão, o governo norte-americano afirmou que as facções estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e destacou a atuação dos grupos em ataques contra policiais, agentes públicos e civis.