Bancada baiana vai tentar reverter corte no orçamento da Ufba, diz Lídice
Hoje (5), a Deputada Federal Lídice da Mata (PSB) compartilhou um vídeo em suas redes sociais expressando sua oposição aos cortes de verba no ensino superior. Em sua publicação, ela assegura que a bancada da Bahia está unida para combater a redução no orçamento das Universidades Federais. Em seguida, informou que pretende debater o problema esta semana com o Ministro da Educação, Camilo Santana.
A postagem ocorre um dia após o ministro da Casa Civil Rui Costa culpar o congresso pela redução orçamentária.
“O executivo elabora, envia para o parlamento, que dá a palavra final. Eu só posso afirmar que o orçamento preparado pelo MEC não continha nenhum corte de recurso das universidades federais e eventuais reduções ocorreram nas prioridades dadas no Congresso Nacional”, declarou o ministro.
O montante aprovado pelo congresso nacional para o ano de 2024 tem um decréscimo R$310 milhões em relação ao ano anterior. Entre as universidades prejudicadas está a Universidade Federal da Bahia (UFBA), que terá um orçamento de R$ 173,2 milhões. Esse valor é 7% (R$ 13 milhões) menor em comparação aos R$ 186,3 milhões que a instituição recebeu em 2023.
A administração da universidade destaca que, ao aplicar a correção inflacionária dos últimos 12 meses, com base no IPCA, a defasagem é ainda mais significativa: seriam necessários mais R$ 21,6 milhões apenas para igualar a alocação orçamentária de 2023 considerando a inflação.
Desconsiderando a inflação, a situação ainda é preocupante. Em termos nominais, o orçamento de 2024 é menor que o de 2014, mesmo levando em conta que a universidade contava com menos alunos, cursos e infraestrutura naquela época.
Ontem (4), o ministro da Casa Civil Rui Costa culpou o parlamento pela redução orçamentária. “O executivo elabora, envia para o parlamento, que dá a palavra final. Eu só posso afirmar que o orçamento preparado pelo MEC não continha nenhum corte de recurso das universidades federais e eventuais reduções ocorreram nas prioridades dadas no Congresso Nacional”, garantiu o ministro.