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Redação 04 de Maio, 2026
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Bruno Reis rebate ataques do PT e diz: “O governo não reconhece o problema para buscar solução”

Política
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Redação 04 de Maio, 2026

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), rebateu nesta segunda-feira (4) críticas feitas por adversários políticos e defendeu a primeira-dama Rebeca Cardoso, após um vídeo alertando sobre a situação enfrentada pela população de Uauá diante de um surto de dengue. 

Durante entrevista no lançamento do Maio Laranja, Bruno Reis também criticou o ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT) e à condução da saúde pública estadual após ser questionado pela imprensa.

“Ouvi declarações do ex-ministro Rui Costa, que faz política faltando com a verdade, mentindo, inventando números, falando da nossa maternidade. Eles não construíram uma maternidade em Salvador em 20 anos”, afirmou.

Ao comentar as críticas direcionadas à primeira-dama Rebeca Cardoso, o prefeito classificou as reações como desproporcionais e apontou a gravidade da situação em Uauá.

“Minha esposa falou como cidadã, como alguém que conhece a realidade de Uauá. Há mais de dez dias a cidade enfrenta um surto de dengue, com casos de dengue hemorrágica, pessoas que já morreram e outras em situação desesperadora, sem conseguir regulação”, destacou Bruno Reis.

Durante a entrevista, o prefeito destacou a atuação da recém-inaugurada Maternidade e Hospital da Criança Deputado Alan Sanches. “Nossa maternidade já atendeu 154 pacientes, sendo 75% do interior da Bahia. O primeiro parto foi de uma mãe de Itaparica, que rodou todas as maternidades do estado e não encontrou atendimento. Fomos nós que atendemos”, disse.

Na avaliação do gestor, a rede estadual enfrenta dificuldades graves, que acabam impactando diretamente o sistema municipal. Ele denunciou o atraso no pagamento de profissionais da saúde. “São dez hospitais do Estado com médicos sem receber salários. Na (maternidade) José Maria Magalhães, os profissionais já ameaçam entrar em greve. Isso é reflexo da incompetência da Secretaria de Saúde e do Governo”, criticou.

Bruno também afirmou que unidades municipais são impactadas pela demora na fila da regulação. “Nossas UPAs estão abarrotadas de pacientes que não conseguem atendimento na rede estadual. Antes, essas pessoas estavam nas portas dos hospitais, em macas, nos corredores. Hoje, estão sendo atendidas pela Prefeitura”, disse.