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Redação 06 de Maio, 2025
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Cida Gonçalves nega insatisfação de Lula e diz que saída não foi por “incompetência”

Política
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Redação 06 de Maio, 2025

Segundo ela, a mudança representa uma "troca de rumos" e não está relacionada a questões de desempenho ou denúncias

Após ser exonerada do Ministério das Mulheres nesta segunda-feira (5), Cida Gonçalves afirmou que sua saída não foi motivada por insatisfação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com sua gestão. Segundo ela, a mudança representa uma “troca de rumos” e não está relacionada a questões de desempenho ou denúncias.

“Não é uma troca por incompetência, por assédio, por rixa. É uma troca de momento. Tem horas que você está no limite do que pode avançar, e alguém novo chega com um novo olhar”, declarou Cida durante coletiva ao lado da nova ministra, Márcia Lopes.

A saída de Cida já era esperada desde a reunião com Lula na última sexta-feira (2). A nomeação de Márcia Lopes, que já ocupou o Ministério do Desenvolvimento Social no segundo mandato de Lula, foi oficializada nesta segunda.

Questionada sobre possíveis queixas do presidente em relação à sua atuação política, Cida se limitou a afirmar que tem perfil mais técnico e de gestão. Também negou que denúncias de assédio moral no ministério tenham influenciado na decisão. Segundo ela, o caso foi arquivado pela Comissão de Ética da Presidência.

“A questão do assédio não contou na decisão. Foi arquivado. Não temos nenhuma denúncia no Ministério das Mulheres”, ressaltou.

Márcia Lopes afirmou que pretende manter o diálogo e dar continuidade aos projetos da pasta. Ela disse já ter uma reunião agendada com Cida e com secretárias estaduais nesta terça-feira (6).

Ao ser questionada sobre os esforços do governo para melhorar a imagem de Lula junto ao eleitorado feminino, Márcia relatou que o presidente deseja “as mulheres mais contentes e protegidas”.

Pelas redes sociais, ela agradeceu a confiança e reforçou o compromisso com a gestão participativa:

“Sei que essa caminhada não será simples, mas será coletiva. E é com escuta e diálogo que pretendo seguir.”