CPI do INSS: oposição nega acordo com governo e mantém pressão por convocação de irmão de Lula
A oposição na CPI do INSS negou um acordo com a base governista para evitar a convocação de Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou nesta quinta-feira (28) que todos os nomes que interessarem à investigação poderão ser chamados a depor.
Frei Chico é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), entidade citada em relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre possíveis fraudes.
Embora não seja investigado, a oposição defende que ele preste esclarecimentos. O sindicato, por sua vez, nega qualquer irregularidade.
Na sessão de terça-feira (25), governistas chegaram a afirmar que havia entendimento para impedir a convocação do dirigente sindical. A proposta incluía a definição da linha temporal da investigação a partir de 2015, abrangendo o governo Dilma Rousseff, além de votação em bloco de requerimentos apenas quando houvesse consenso.
Gaspar, no entanto, afirmou que “não existiu nenhum acordo em relação ao irmão de Lula. Todos que interessem à investigação deverão ser ouvidos. Nada de perseguição nem proteção”, disse ao jornal O Globo.
O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), também da oposição, adiantou que pretende articular a aprovação de um requerimento para garantir a convocação de Frei Chico.