Clima
Min 23ºc - Max 32ºc Salvador
Calendário
quinta-feira, 30 de Abril, 2026
Redação 21 de Fevereiro, 2026
Icone - Autor

Deputado critica Otto Alencar por deixar PSD fora da chapa: “Aceitou imposição do PT em troca de cargo”

Política
Icone - Autor
Redação 21 de Fevereiro, 2026

O deputado estadual Emerson Penalva (PDT) afirmou neste sábado (21) que o senador Otto Alencar (PSD) deixou seu partido fora da chapa majoritária pela primeira vez desde 2010. Segundo o parlamentar, mesmo sendo o líder do partido com maior número de prefeituras na Bahia, Otto teria aceitado a imposição do PT, que formou uma chapa puro-sangue.

A declaração ocorre após o senador Jaques Wagner (PT) confirmar, na sexta-feira (20), que o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) buscará a reeleição. Com isso, a estratégia petista mantém a chapa composta por Wagner, pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e pelo ministro Rui Costa (PT), candidato ao Senado, deixando o PSD de fora da majoritária pela primeira vez em mais de uma década.

Para Emerson Penalva, a decisão de Otto é um gesto de submissão ao PT, que sacrifica o próprio partido e revela “o nível de dependência política” do senador em relação à estrutura petista.

“Otto Alencar aceitou, pela primeira vez em 16 anos, que o PSD fosse excluído da chapa governista. Aceitou calado a imposição do PT, engoliu a chapa puro-sangue e, ainda por cima, virou as costas para o amigo Angelo Coronel, que foi limado do processo para abrir espaço aos de sempre”, criticou o deputado.

Penalva acrescentou que a postura de Otto teria sido motivada por interesses pessoais. “Aparentemente, ele aceitou tudo isso para garantir o filho no Tribunal de Contas do Estado. É triste ver um partido do tamanho do PSD, com mais de 100 prefeitos e peso nacional, ser tratado como moeda de troca, e o seu líder aceitar esse papel”, criticou.

O deputado lembrou que Otto sempre ocupou posição de destaque nas chapas estaduais desde 2010: foi vice de Jaques Wagner (PP), candidato ao Senado na chapa de Rui Costa em 2014, em 2018, Angelo Coronel foi o candidato ao Senado pela coligação, e, em 2022, Otto se reelegeu senador ao lado de Jerônimo Rodrigues.

“Hoje, pela primeira vez, o PSD vira figurante. E não por falta de representatividade, afinal, é o partido que mais governa municípios na Bahia, mas porque o PT decidiu que não precisa mais de ninguém. E Otto aceitou seu partido ser rebaixado em silêncio”, reforçou o deputado.

Emerson Penalva também apontou o que considera o modus operandi do PT: “O PT usa aliados enquanto são úteis e descarta quando não servem mais. Foi assim com Angelo Coronel, que sempre defendeu o grupo e agora foi simplesmente jogado fora para atender aos interesses internos do PT. Otto, que deveria defender o PSD e o companheiro, preferiu virar as costas”.