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Vittor Amorim 01 de Agosto, 2025
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Ederson Guinho acusa prefeitura de Itabuna de perseguição política após demissão de professora

Política
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Vittor Amorim 01 de Agosto, 2025

O ex-vice-prefeito de Itabuna e presidente do União Brasil no município, Ederson Guinho, criticou a gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) nesta sexta-feira (1º), ao comentar a demissão da professora Aline Nascimento, da Escola Profissionalizante Maria de Lourdes Monteiro.

A demissão ocorreu três dias após a professora aparecer em uma foto cumprimentando o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), durante uma missa em celebração aos 115 anos de emancipação política de Itabuna. O evento, realizado na última segunda-feira (28), fazia parte da programação oficial da prefeitura.

“A nota da prefeitura não se sustenta. A própria professora afirmou que foi informada pelo diretor da escola de que as professoras que saíram na foto com ACM Neto seriam desligadas. Isso é claro indício de perseguição política”, afirmou Guinho, em entrevista ao Se Ligue Bahia.

Ele também lembrou outro caso, envolvendo um ex-vereador que, segundo o Ederson, foi exonerado após recepcionar ACM Neto no aeroporto de Ilhéus.

Guinho também relatou ter sido alvo de perseguição política por parte da gestão de Augusto Castro. Segundo ele, após romper com o governo em 2022 e se filiar ao Democratas (atual União Brasil), seu gabinete de vice-prefeito foi desativado e substituído por funcionários fantasmas.

“O prefeito demitiu todas as pessoas do meu gabinete e nomeou fantasmas, eu denunciei no Ministério Público e entrei com uma ação de abuso de poder. Ganhei em primeira e segunda instância, onde os magistrados, entenderam que as nomeações do gabinete do vice-prefeito, deveriam ser indicadas pelo próprio vice-prefeito. E o prefeito não acatou as decisões de primeira e segunda instância, por pura perseguição e autoritarismo”, afirmou Ederson Guinho.

Em nota divulgada nesta sexta-feira, a Prefeitura de Itabuna negou qualquer motivação política na dispensa da professora e afirmou que a mudança ocorreu dentro de um processo de reestruturação administrativa.

“Reiteramos que este governo não compactua com práticas de perseguição política e respeita integralmente a liberdade de expressão e a escolha individual de cada cidadão. Tentativas de politizar decisões administrativas corriqueiras não contribuem com a verdade e buscam criar uma narrativa distorcida dos fatos”, disse o prefeito Augusto Castro.