EUA impõem tarifa máxima de 12,5% ao Brasil por falhas no combate ao trabalho forçado
O Brasil foi incluído pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na lista de países que terão seus produtos taxados em 12,5% por não combater de forma suficiente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (23) e entra em vigor nesta sexta (24).
No total, 60 países foram enquadrados em três categorias:
• Tarifa de 10%: Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Índia, Indonésia, Jordânia, Malásia, México, Paquistão, Sri Lanka, Trinidad e Tobago e Reino Unido.
• Tarifa mista (10% ou 12,5%): União Europeia, Taiwan, Japão, Coreia do Sul e Suíça, dependendo do produto.
• Tarifa de 12,5%: Brasil e demais países que, segundo os EUA, não possuem proibição específica sobre a importação de produtos fabricados com mão de obra forçada.
A tarifa será aplicada sobre setores já sujeitos a impostos de importação, com abatimento da taxa normal. O Brasil, por não ter legislação específica que proíba a entrada de produtos feitos com trabalho forçado, foi incluído no grupo mais penalizado.